O Mercado e o Lucro

O mercado de confecção no Brasil atual, vem caindo a números preocupantes. Os gestores das empresas industriais de confecção têm buscado soluções, mas sempre esbarram nas respostas de seus gerentes comerciais e representantes: O mercado está restritivo, as lojas não estão vendendo, e também não estão comprando. Na sequência, vem mais uma, os preços…
Lá dentro, você já fez de tudo, negociou tecidos, convenceu suas estilistas a serem racionais, conseguiu melhorar a produtividade, até alguns custos fixos foram reduzidos e, o pior, reduziu a margem de lucro. E o preço ainda está alto? O que fazer?
No artigo que indicamos para leitura, no link adiante, há uma frase que muito se aplica às nossas empresas. “As empresas sempre acham que vão sobreviver à crise e só buscam ajuda quando a situação está insustentável”, diz a advogada Juliana Bumachar.
É importante entender que a economia mundial mudou, como também mudaram as formas de se fazer negócio. O preço dos produtos, mais do que nunca, passa a ser um detalhe quando o produto em si se torna necessidade para o comprador. No nosso caso, precisa ser necessidade para o consumidor final, ficando o lojista apenas como intermediário, porém, é ele quem irá levar nosso produto àquele consumidor. Então, nosso produto precisa levar algo mais do que entregamos até hoje.
A economia brasileira ceifou vários clientes pela incapacidade de manutenção de seu negócio. Alguns novos têm surgido, mas perecem na aprovação de crédito. A maioria dos antigos clientes reduziram seu volume de compra.
Isso significa que, mantendo as condições atuais as empresas estão vendendo menos. Estão encolhendo.
A estas empresas, resta dois caminhos: Encontrar uma forma de aumentar suas vendas ou admitir o encolhimento e diminuir o tamanho da empresa.
Qualquer uma delas é de difícil aplicação. A primeira necessita de uma série de análises e tomadas de decisão estratégicas e até de pequenos investimentos, para oferecer boa probabilidade de acerto. A segunda, é cortar na carne. Também com muita análise decidir onde pode ser reduzido custo, para que a empresa atravesse estes tempos difíceis.
Podemos ajuda-los. Consulte-nos.
O link adiante oferece um artigo publicado no blog Indústria Têxtil e do Vestuário. Copie e cole no seu navegador.
http://textileindustry.ning.com/forum/topic/show?id=2370240%3ATopic%3A725556

Já Planejou 2.016

No início deste ano de 2.015, lançamos um artigo falando das dificuldades que o setor de confecções enfrentaria neste ano, pois o crescimento da economia brasileira seria de apenas 5%. Pois bem, erraram os prognósticos. Encolhemos quase 3%, isso driblou um grande vilão de 2.015, a falta de energia elétrica, que mandou aumentos insuportáveis em suas taxas.
Em conversas com empresários do setor e alguns clientes, este foi o pior ano de que recordam. Houve quem perdeu até 30% nas vendas, em comparação com 2.014 que já tinha sido ruim. Dívidas estão se acumulando.
Neste cenário dois de nossos clientes estão satisfeitos. Um deles teve crescimento de 0,08% ou praticamente manteve-se igual ao ano anterior. Outro teve pequeno crescimento de 2,0 %. Como estas empresas conseguiram isto? São muito pequenas onde qualquer ação dá excelente resultado? Tem um produto diferenciado de grande aceitação? Não. São empresas médias com produtos comuns de moda, faturando entre 20 e 50 milhões no ano. A diferença, é que eles trabalharam muito em estratégia.
No final de 2.014, quando todas as ações levaram a um crescimento pífio, perceberam que tinham que traçar novas estratégias para 2.015. Vários planos foram traçados, desde consulta a clientes até ações internas com funcionários, melhorando a produtividade e evitando demissões. Na área de produto, pesquisas com materiais de melhor custo, reavaliação dos processos com o mesmo objetivo e oferta de uma nova linha de produtos, com a mesma marca, porém, com preços mais atrativos. Aliado a isto uma nova força comercial foi colocada em campo, desbravando novos mercados e agindo de forma agressiva nos mercados consolidados.
O resultado, foi um crescimento de volume vendido próximo a 10% e crescimento financeiro entre 3 e 5%. Com as perdas normais de processo, o resultado final previsto para o DRE é o já colocado.
Análise de cenários, pesquisa de mercado, planos de ação, planejamento, acompanhamento. Foram estas as ações que levaram ao resultado.
Sua empresa também pode reverter ou melhorar acentuadamente o resultado para o ano de 2.016. Vamos dar um passo a passo:
1. Avalie detalhadamente o que ocorreu com as vendas em 2.015. Os clientes reduziram a quantidade comprada? Tiveram dificuldades com pagamentos? Seus representantes cobrem todos os mercados possíveis para seu produto? Quantos clientes novos foram abertos? Como é a ação de acompanhamento do seu setor comercial.
2. Avalie seu setor de desenvolvimento de produto. Quanto custa cada produto lançado? Quantos produtos lançados, sequer pagam o custo do desenvolvimento? Sua coleção poderia ter menos produtos e com melhor desempenho? O custo do desenvolvimento pode diminuir? O mostruário foi entregue na data marcada aos representantes?
3. Avalie seu setor de produção. As entregas foram feitas em dia na coleção atual e na anterior? A qualidade foi satisfatória? Os fornecedores mantiveram preços e garantiram entregas? Seus funcionários deram a produtividade esperada?
4. Avalie também o desempenho de seu setor financeiro. As metas estipuladas para vendas cobrem o custo operacional? Há rigidez no acompanhamento e controle do GGF (gastos gerais de fabricação)? Há um orçamento geral e controle orçamentário? A análise de crédito tem coibido a inadimplência?
Estas são ações básicas de administração que devem ser aplicadas em sua empresa. Das respostas a estas perguntas, deverá nascer um plano de ação para buscar o resultado.
Muito do que ocorre na economia brasileira, é fruto da inércia administrativa. Os boatos e verdades sobre a economia, fazem o empresário acreditar no pior e nada fazer para melhorar. Empreendedor é o que analisa e agride o mercado. Sua empresa chegou onde está por suas ações empreendedoras e isso não pode parar agora, quando uma situação adversa se avizinha.
Faça um relatório respondendo a todas as perguntas acima e envie para nosso e-mail, sjconsultores@sjconsultores.com.br, que responderemos com sugestões de ações a serem implantadas, no planejamento de ações para 2.016.

ENFIM, 2.015.

As férias terminaram, as grandes dificuldades de 2.014 ficaram para trás. Enfim, 2.015 se inicia, embora ainda antes do carnaval, que marca o início oficial dos negócios no Brasil. Mas o governo já está trabalhando firme, divulgando aumentos e negando dificuldades no fornecimento de energia elétrica e de água. Só aumentos de taxas e tributos.

Nossos economistas videntes, prenunciam um ano de dificuldades e ajustes para as empresas, dentro deste cenário, que prevê crescimento de 0,5% de nossa economia.

Temos clientes que dizem ficar satisfeitos se conseguirem este crescimento, pois vem de dois anos de redução. A estes mostro o exemplo de outros clientes, que tem crescido a taxas superiores a 10% todos os anos, inclusive 2.014.

Como explicar? Fácil, as dificuldades de uns, são as oportunidades de outros. Quem consegue enxergar oportunidades no mercado, e cria estratégias para aproveitá-las, está crescendo. Os que só enxergam as dificuldades e ficam nas lamentações, estão mergulhados em problemas.

Já mostramos várias vezes que uma das dificuldades de nosso segmento de confecção do vestuário, é a falta de costureiras, principalmente novas, para substituírem as que deixam o mercado, por mudança de profissão ou aposentadoria, além do desejado crescimento. Aqueles clientes que estão crescendo, superaram esta dificuldade com uma arrojada política de RH, que retém seus principais funcionários: As Costureiras.

Agora nos deparamos com outra dificuldade, que irá atingir o Brasil em geral, a falta de energia elétrica, pela falta de investimentos e cumprimentos de prazos dos investimentos em andamento, agravados pela crise hídrica.

Qual a saída? Às empresas grandes e algumas médias do setor, que possuem contratos de demanda fixa com as concessionárias e distribuidoras de energia podem preocupar-se menos, pois na maioria dos casos tem até multas previstas para quebra no fornecimento. E as médias e pequenas, que respondem por mais de 70% da produção de roupas no Brasil? Como garantir sua produção?

O que antes era apenas uma opção de redução de custo, passa agora a ser uma questão de estratégia: Facção.

Sim, pulverizar a produção em várias regiões diferentes de uma mesma cidade ou até em várias cidades diferentes, é uma das formas de driblar as quedas de energia que teremos ainda neste ano, ou a falta de costureiras, ou a falta de fidelidade de muitas facções.

Este é outro ponto importante, e que nos interessa focar: FIDELIDADE DAS FACÇÕES.

As empresas reclamam que por trinta centavos oferecidos por um concorrente, o faccionista deixa seu produto de lado, para fazer depois deste outro, provocando atraso na entrega. Ou ainda, entrega seu produto para uma equipe menos eficiente e menos habilitada, provocando dois desvios: atraso e quebra de qualidade, que por sua vez gera outros desvios: equipe interna para consertos e consequente aumento de custos.

Resumimos as necessidades estratégicas de 2.015 numa única palavra: INOVAÇÃO.

Esta deve ser a maior preocupação do empresário de confecção. Inovar sua empresa. Rever todos os conceitos, desde o produto, coleção, marketing, política de preços, políticas de comercialização, processos de fabricação, de compras, financeiros, políticas de RH. Verificar o que está dando certo para potencializar e o que não está, para concertar.

Quem já fez, ou está fazendo esta avaliação para melhorar a empresa, já está em OCEANO AZUL. Quem não acordou ainda, está em oceano turvo ou até mesmo em um OCEANO VERMELHO.

Para onde seu negócio irá em 2.015? A decisão é sua.

COMO VAI O DESENVOLVIMENTO DE SUA COLEÇÃO VERÃO 14/15?

DESENVOLVIMENTO DE PRODUTOS
E a coleção de Verão 14/15, como vai?
Já estamos em março, produzindo coleção inverno, com temperaturas escaldantes, clientes ligando para retardar a entrega dos pedidos, financeiro pedindo faturamento, e a coleção de verão precisa estar a todo vapor, correndo em paralelo. Qual o gestor que tem cabeça para isto tudo?
O gestor de confecção, precisa ter. Precisa administrar o presente, a coleção inverno, de olho no futuro, a coleção verão cuja entrega deve iniciar-se na segunda quinzena de julho e sobreviver até dezembro, janeiro. Fazer duas coleções menores? Uma coleção grande? Fazer um reforço para lançar em setembro?
Qualquer que seja a decisão, uma certeza. A primeira, ou a única, tem que estar com produtos definidos, materiais selecionados e pilotos em andamento. Para os atrasadinhos, a data limite para entregar mostruário é 20 de maio, mas a maioria das empresas já está com representantes na praça em 02 de maio. Quem chegar mais tarde, só pega a sobra.
Mas vamos mudar um pouco o foco, embora ainda continuemos com desenvolvimento de produto.
É comum vermos uma grande preocupação na área de produto, com a entrega do mostruário, e isto é normal. O que poucos se preocupam, é com o início da produção. Quem é de fábrica, sabe que a primeira produção de cada novo modelo, sempre dá problemas, seja o pessoal que não está acostumado com as operações novas, aparelhos auxiliares que não estão regulados com as máquinas, moldes com diferenças que não dá para montar a peça, tecidos de detalhes de difícil aplicação, etc. Isto tudo atrasa em muito a entrada das primeiras peças no estoque e a entrega dos primeiros pedidos, justamente aqueles que o financeiro tanto espera, depois de quase 30 dias sem faturamento.
Vamos considerar que seu processo de fabricação, a partir do momento que entregou as ordens de produção no corte, demore trinta dias para chegar no estoque. Se queremos faturar a partir de 15/07, temos que iniciar a produção em 15/06. Em razão das dificuldades descritas anteriormente para o primeiro lote de produção, sempre aconselho que se inicie a produção pelo menos duas semanas antes do prazo final, portanto, devemos então iniciar em 01/06. Lembramos que quando se fala em produção inicial, é de todos os modelos, não só daquilo que sobrou tecido e aviamentos do mostruário. Isto nos leva a outra necessidade que depende do desenvolvimento de produto, COMPRA.
Se considerarmos que os fornecedores pedem no mínimo 30 dias para entrega, que temos 3 a 4 dias de transporte, 2 dias para recebimento e conferência e antes, 5 dias para o setor de compras negociar e colocar os pedidos, temos que passar a ordem de compra no dia 20/04. Como o PCP e o comercial precisam de uns 10 dias para fazer as previsões e cálculos e a engenharia outros 5 para cadastrar todos os produtos, consumos, materiais, tempos, etc., não tem jeito: O PRAZO PARA APROVAR TODOS OS PILOTOS É 30 DE MARÇO.
E sua coleção de verão 14/15, tem condições de cumprir este prazo? Se sim, a resposta para nossa pergunta inicial é: Vai bem, obrigado.
Se a resposta for outra…

Produtividade e Prêmios de Produção

No artigo anterior, comentamos sobre vários indicadores de produtividade e afirmamos que todos eles influem diretamente no lucro da empresa. Essa afirmação baseia-se no fato de que, tanto o seu faturamento como suas despesas básicas são fixas. A produtividade, quando baixa, gera outras despesas, cuja fonte de pagamento é o lucro. Portanto, se melhorarmos essa produtividade e deixarmos de ter essa despesa extra, nosso lucro irá aumentar.

Se pararmos para rever todos os pontos possíveis de ganhos de produtividade em nossas empresas, veremos que estamos deixando escorrer pelo meio dos dedos uma fonte de recursos que estariam melhorando o ganho ou amenizando o prejuízo.

Vamos nos ater, neste artigo, a produtividade da costura e acabamento, por ser comum a todas as empresas de confecção e por deter a maior fonte de perdas.

A São Judas Consultoria já disponibilizou para vocês uma apostila para treinar cronometrista; caso não o tenha feito, clique aqui para recebe-la. Presumimos que já tenha todos os tempos de operação e o controle de produtividade de sua área fabril.

Um parênteses para comentar que, quando obtiver o índice de produtividade, pesquise bastante as razões que levam os operadores a perderem tempo no trabalho. Muitas vezes, ocorrências que não dependem dos operadores são os causadores dessas perdas. Ex.: Lotes de produção iniciados e interrompidos por falta de algum aviamento; partes cortadas com defeito que precisam ser repostas causando retardo e até desmanchar operações já feitas; defeitos do tecido não observados antes de cortar (perde até a chance de solicitar reposição ou desconto ao fornecedor); falta de instruções de medidas, distâncias, locais de aplicação etc.. Lembrem-se: Os exemplos acima são reais e precisam, cada um deles, serem analisados e encontrado uma solução para não mais ocorrerem. Aproveito ainda para comentar sobre outro desperdício de dinheiro. É comum encontrarmos pessoas na costura, cuja única ocupação é realizar a “limpeza de fiapos”, ou “arrematadeira”. Essa atividade nada agrega de valor ao produto, só custo. Pior, inventaram até máquina para sugar e cortar as sobras de linha. Todas as máquinas modernas possuem dispositivo automático para cortar linhas (as vezes desligados pelo mecânico que não sabe regular). Quando existem máquinas sem estes dispositivos, recomendamos que entreguem às costureiras (os), as tesouras de acabamento, também chamadas de tíquete ou snip, para que cortem a linha rente ao final da costura. Esta ação, aumenta em 0,02 minutos ou seja, dois centésimos de minuto, o tempo da operação e elimina a função arrematadeira.
Voltamos ao nosso controle de produtividade. Quando instituímos nas empresas o controle das costureiras, em geral o índice encontrado médio na sala de costura é de 50%. Isto quer dizer que, se conseguisse obter o índice desejado de 100%, a empresa necessitaria exatamente a metade dos funcionários. Por este raciocínio, podemos demonstrar adiante:
01 costureira recebe salário registrado de R$ 800,00, custando com encargos R$ 1.600,00 por mês.

Se a produtividade dela é só 50%, está custando na verdade R$ 3.200,00. (1.600/0,50)
Se colocarmos como meta que nossa produtividade média seja de 85%, um número razoável para se obter (tenho clientes que têm média de 92%, excelente índice) teremos:
Se a produtividade for de 85%, o operador estará custando R$ 1.882,35. (1.600/0,85)
A empresa estará economizando, por operador R$ 1.317,65 entre salário e encargos. Se considerarmos só em salário a economia é de R$ 658,82.

Como obteremos essa melhoria na produtividade? Primeiro fazendo a análise sugerida anteriormente para eliminarmos as perdas que não tem origem na área de fábrica. Depois, treinando melhor os operadores e ainda, instituindo processos produtivos que facilitem a atividade e controle, possibilitando a melhoria na produtividade. Em seguida, motivando os operadores com um premio de produção.

COMO OFERECER E COMO CALCULAR O PRÊMIO.

Vimos no exemplo anterior que se colocarmos como meta 85% de produtividade, iremos economizar R$ 658,82 só em salário. Vamos oferecer então R$ 320,00 para quem chegar nos 85% e ainda estaremos economizando R$ 338,82. Vamos oferecer premio de R$ 20,00 para cada ponto porcentual a partir de 70% (inclusive), para motivá-los a melhorar.

Lembre-se que era de apenas 50% a média de produtividade. Chegando aos 100%, o premio será de R$ 640,00, porém, o ganho em salário que a empresa terá é de R$ 800,00, sobrando ainda R$ 160,00. Isto, sem contar os R$ 800,00 que deixará de pagar em encargos.

Junto com o premio oferecido, podemos agregar outros tópicos para melhorar a dedicação dos funcionários, como “não faltar”. Estamos oferecendo para você, que leu até aqui este texto, uma apostila CÉLULAS DE PRODUÇÃO, PRODUTIVIDADE E PREMIO DE PRODUÇÃO que ensina a montar células de produção, a instituir e a acompanhar o controle de produtividade, e a criar um sistema de premio de produção. Mas este presente estará lá só até dia 29/09/2013.

Estamos preparando para breve, uma vídeo aula. PLANEJAMENTO EFICAZ EXPRESS.

Inscreva-se já: http://sjconsultores.com.br/site/go/inscricao-palestra/

Enviaremos um e-mail com as informações necessárias para você assistir, indicando data e hora.

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